Archive for category Deambulábulos

Quem me dera ser poeta…

Oh Gente da Minha Terra… Marisa canta no You­Tube. Não con­sigo con­ter uma lágrima que se escapa ao cons­tran­gi­mento de cho­rar por uma música, por uma melo­dia. Pro­curo outras, que me tocam igual­mente. Des­cu­bro que quase todas as músi­cas com letra de Ary dos San­tos me afec­tam pro­fun­da­mente. Sem­pre gos­tei da sua poe­sia. Cavalo à […]

Depois do silêncio…

Depois do silên­cio, um grito de liber­dade. Depois do silên­cio, as mor­da­ças des­fei­tas no chão. Depois do silên­cio, um grito pela sau­dade e a lágri­mas já secas, per­di­das na soli­dão. Depois do silên­cio, as pala­vras. Depois do silên­cio, as amar­ras são memó­rias. Depois do silên­cio, as pala­vras são pou­cas para tudo o que ficou por dizer. […]

Uma bala apenas bastaria

Hoje, confesso-me fra­casso. Sem ran­co­res, sem temo­res, sem nada. Des­pido de mim mesmo, sem sequer a más­cara de palhaço Que me pro­te­gia do reflexo de mim mesmo. Tornei-me far­rapo humano, can­saço em pó. E dei­xei cair as mãos, agora iner­tes, ao longo do corpo. Esse mesmo que já não me per­tence, ape­nas resiste por impulsos […]

A poesia que não te escrevi

Tento perder-me entre as linhas de um livro. Ins­piro os sons de uma qual­quer melo­dia. Tudo para que possa escrever-te o mais belo poema. Mas as for­ças faltam-me para erguer a pena com a con­vic­ção que seria neces­sá­ria. Para poder dizer-te tudo o que me vai na alma. E faze-lo com as pala­vras mais belas […]

À laia de retórica…

São pou­cas as pala­vras que te deixo hoje. Fúteis e sem sen­tido, destinando-se ape­nas a um exer­cí­cio esté­tico. Ao ouvir “Resis­tance” dos Muse, res­soa na minha cabeça que tal­vez nada disto fosse neces­sá­rio. Em toda a hones­ti­dade, nem sei bem se alguma coisa, alguma vez, o terá sido. E depois, o que per­de­mos? senão rios […]

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Poemsamento”

Mise­rá­vel con­di­ção humana. Aos pedi­dos de ajuda que emito de forma camu­flada e em deses­pero, jun­te­mos agora as pala­vras que se per­dem entre os tex­tos apa­ren­te­mente des­pro­po­si­ta­dos que depo­sito aqui, neste meu can­ti­nho na web. É só então que, final­mente, as ideias que tenho jor­ram livres, diluindo as lágri­mas e a dor que me acom­pa­nha. Por […]

Carrego comigo…

Car­rego comigo o peso dos anos. Das vidas pas­sa­das. Das vidas que mudei e que muda­ram. Car­rego comigo os momen­tos feli­zes. Os tris­tes. Os trá­gi­cos. Os bei­jos e as bofe­ta­das, mere­ci­das ou não. Car­rego comigo o olhar de ter­nura de quem me amou. As lágri­mas de quem fiz sofrer. A dor que me infligi e que […]

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sem título

A cor­tina des­ceu sobre o palco, já vazio. Vazia, a vida, ficou por ali, vague­ando. As pala­vras ten­ta­ram esca­par ao esquecimento.

Deambulábulos #1 — Lágrima

Se não posso rejei­tar a soli­dão, rejeito-me a mim mesmo… O que é uma lágrima? Secre­ção, gota Salina de amor e sau­dade Espe­lho de tris­teza Rasto de ver­dade Tri­lho na pele Cami­nho inde­feso Con­fessa rea­li­dade O que é uma lágrima senão prova de humanidade…

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