Archive for category Poesia

Quem me dera ser poeta…

Oh Gente da Minha Terra… Marisa canta no You­Tube. Não con­sigo con­ter uma lágrima que se escapa ao cons­tran­gi­mento de cho­rar por uma música, por uma melo­dia. Pro­curo outras, que me tocam igual­mente. Des­cu­bro que quase todas as músi­cas com letra de Ary dos San­tos me afec­tam pro­fun­da­mente. Sem­pre gos­tei da sua poe­sia. Cavalo à […]

in Memoriam

Hoje é o dia. O sol nas­ceu, como é seu hábito, já queima. O vento, tei­moso, varre os can­tos das ruas e vie­las de Lis­boa. E eu, can­sado, sigo o mesmo cami­nho de sem­pre. Mas hoje é o dia. As memó­rias, tin­gi­das de sal, são fil­mes que espero ver e rever. A sau­dade estanca o choro e […]

Depois do silêncio…

Depois do silên­cio, um grito de liber­dade. Depois do silên­cio, as mor­da­ças des­fei­tas no chão. Depois do silên­cio, um grito pela sau­dade e a lágri­mas já secas, per­di­das na soli­dão. Depois do silên­cio, as pala­vras. Depois do silên­cio, as amar­ras são memó­rias. Depois do silên­cio, as pala­vras são pou­cas para tudo o que ficou por dizer. […]

Tirar a máscara

Quem dera tirar a más­cara Dei­tar o lixo a pru­dên­cia Dizer ao mundo tudo o que me vai na alma. Quem me dera poder ser eu Sem medo de magoar Nem ter por­que me con­ter. Quem dera des­pir o far­rapo que me tor­nei Lar­gar as lágri­mas Sol­tar o grito E por fim deixar-me cair Depois […]

Uma bala apenas bastaria

Hoje, confesso-me fra­casso. Sem ran­co­res, sem temo­res, sem nada. Des­pido de mim mesmo, sem sequer a más­cara de palhaço Que me pro­te­gia do reflexo de mim mesmo. Tornei-me far­rapo humano, can­saço em pó. E dei­xei cair as mãos, agora iner­tes, ao longo do corpo. Esse mesmo que já não me per­tence, ape­nas resiste por impulsos […]

s/ título

Tra­zes nos olhos a lem­brança De um dia em que esses olhos de cri­ança Vive­ram dias de espe­rança Mostraste-me a alma Quando nada mais tinhas a mos­trar Tra­zes no rosto o peso Dos anos que pas­sa­ram pesa­ro­sos E as mar­cas de dias sau­do­sos Deixas-te-me ser em ti Tudo aquilo que já não con­se­guias ser ou […]

Gostaria de me apaixonar novamente

Gos­ta­ria de me apai­xo­nar nova­mente. Sen­tir as bor­bo­le­tas no estô­mago, a boca seca e não con­se­guir falar. Sen­tir que o chão me foge debaixo dos pés, sem­pre que estou a teu lado. Gos­ta­ria de me apai­xo­nar nova­mente. Para que nada do que sinto fosse senão uma ilu­são, E a minha vida se fizesse num tapete […]

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Depois da caminhada, o destino. Apenas mais uma partida.

Terei dei­xado o corpo car­caça lá atrás, algu­res no cami­nho. Terei sonhado com o alcan­çar da meta, ou ter-me-ei per­dido na ilu­são da par­tida. Terei lar­gado a pele e dei­xado cair os ossos no per­curso. Terei sido corpo o eté­reo… Senti o toque de quem tro­quei carí­cias. Senti a voz e os chei­ros de quem […]

A poesia que não te escrevi

Tento perder-me entre as linhas de um livro. Ins­piro os sons de uma qual­quer melo­dia. Tudo para que possa escrever-te o mais belo poema. Mas as for­ças faltam-me para erguer a pena com a con­vic­ção que seria neces­sá­ria. Para poder dizer-te tudo o que me vai na alma. E faze-lo com as pala­vras mais belas […]

Perdido, isolado

Sinto-me per­dido, iso­lado. As minhas bases nao exis­tem mais. As minhas anco­ras partiram-se e eu fiquei à deriva. Restam-me os desa­ba­fos e a música mais ou menos melan­có­lica. Restam-me os copos de vinho tinto que sabo­reio em oca­si­o­nais noi­tes de fuga. Restam-me as lágri­mas e solu­ços con­ti­dos, escon­di­dos do mundo. Anos depois des­lindo o mis­té­rio das minhas acções. […]