As primeiras gotas de inverno fugiam do vento, caindo à minha frente. O vento, esse, ameaçava cortar-me o pescoço, de agreste que se mostrava. Olhei para o asfalto, avaliando os riscos inerentes de sair com este tempo. Ponderei se quereria mesmo correr esse risco… A minha cabeça dizia para ficar. O meu coração, apesar de ser o meu ponto fraco, disse-me que não. Não liguei a nenhum dos dois e segui em frente, indiferente.
Com a viseira semi-cerrada, rodei o punho da mota e acelerei até onde ela se prestou a ir. Uns míseros 60 km/h… É no que dá quando pretendemos fugir ao quotidiano numa 50cc…