Seja por egoísmo ou ape­nas sau­dade, os dias que passo, sem ti, sem­pre sem ti, pare­cem mais lon­gos, mais morosos.

O bom senso diz-me que estás bem agora, que por fim o sofri­mento ter­mi­nou, que já não tens dores.

O cora­ção chora a tua perda e eu sinto a tua falta dia­ri­a­mente. Pre­ciso de ti. Tenha eu 37 ou 100 anos, pre­ci­sa­rei sem­pre de ti.

Fazes-me falta para me con­ta­res his­tó­rias, me afa­ga­res o cabelo, me cor­ri­gi­res quando não estou à altura de quem posso e devo ser. Fazes-me falta para me ouvi­res, nos meus dis­pa­ra­tes e dúvi­das de vida. Fazes-me falta para ser a avó que as minhas filhas sen­tem falta e por quem per­gun­tam cons­tan­te­mente. Fazes-me falta para me abra­ça­res e dei­xa­res que chore no teu ombro sem­pre que pre­ciso. Fazes-me falta sim­ples­mente por­que sim. Por­que a vida não faz tanto sen­tido sem te ter por perto, por­que ficou o teu número no meu tele­fone e pre­ci­sava de te ligar mais vezes. Fazes-me falta por­que os últi­mos meses que te tive por perto estive doente e não te pude aju­dar. Até por isso me fazes falta.

Seja por bom senso, pelo egoísmo ou pela sau­dade as memó­rias dos dias que passo sem ti cus­tam mais a guardar…