A tristeza desvanecera-se com o escoar das primeiras chuvas e o sol de inverno aqueceu-lhe a face pela primeira vez em muito tempo. Reencontrara o seu lugar no mundo. Retornara a casa. Mesmo se a sua casa não fosse a mesma de outrora.
Ao atravessar a rua em direcção ao café que agora passara a ser também um pouco seu, desde que se mudara para aquele bairro, não pode deixar de pensar no que tinha ficado para trás. Todas as mágoas, as noites infindáveis de choro incontido e a dor lancinante do abandono. Tudo isso fazia agora parte do passado. Ela era agora uma mulher livre. E pela primeira vez desde que se conhecia era uma mulher feliz.
FIM
NOTA: Os primeiros capítulos, sejam quantos forem, são iguais à vida de todos nós, a dada altura, pelo que assumam este fim como o início do vosso…