Dia 29 de Junho e dou por mim a contar os dias no calendário.
Fará um ano, em breve. Um ano de ausência, de perguntas, de vazio, de lágrimas.
Um ano que serviu essencialmente para questionar tudo (e todos).
Que serviu para me questionar e por em causa tudo o que tomei como certo.
E que me levou à descoberta que afinal tudo o que pretendo está ao meu alcance.
Basta que estenda o braço, que abra a mão e o agarre.
E que não tenha receio das dores, inevitáveis.
E, ao longo deste ano, redescobri o valor da amizade e percebi que, à medida que o tempo passa, e nos tornamos mais velhos, é impossível combater o isolamento a que nós próprios nos confinamos.
E que, por mais mails e facebooks e telemóveis, acabamos por estar mais sós do que nos tempos em que nos encontrávamos no café. Porque sabíamos que era ali que nos encontraríamos…
E então, ao fim deste primeiro ciclo de 12 meses, que lições tirar?
Foi preciso que a minha mãe sofresse o último sacrifício para me por a mexer…
Se, com este processo, encontrar por fim a essência de mim que entretanto perdera, então as lágrimas não foram em vão.
Mas que é doloroso… Como dói… E vai continuar a doer, sempre…