Depois do silêncio…

Depois do silên­cio, um grito de liber­dade.
Depois do silên­cio, as mor­da­ças des­fei­tas no chão.
Depois do silên­cio, um grito pela sau­dade e a lágri­mas já secas, per­di­das na solidão.

Depois do silên­cio, as pala­vras.
Depois do silên­cio, as amar­ras são memó­rias.
Depois do silên­cio, as pala­vras são pou­cas para tudo o que ficou por dizer.

Depois do silên­cio, escrevo rimas des­gar­ra­das.
Depois do silên­cio, os sor­ri­sos não soam a fachada.
Depois do silên­cio, digam o que dis­se­rem, con­ti­nuam a ser nada.

Depois do silên­cio, tanto se pode dizer.
Depois do silên­cio, tanto mais se pode escre­ver.
Depois do silên­cio, nada ficou por fazer.

Depois, o silêncio…

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