No dia 21 serão 31 556 926 as batidas do relógio desde a última vez que te beijei.
Recusei dizer-te adeus. Um até depois pareceu-me mais adequado.
E que te posso dizer depois de um ano?
A tua partida aproximou-me dos meus irmãos.
Tem sido dolorosamente intensa a percepção da falta que me fazes.
As lágrimas nunca deixaram de cair por ti.
Mas já não choro em desespero. Choro em saudade.
Porque tu não estás. E porque a minha segunda mãe está longe, do outro lado do oceano.
E assim, as bases que me sustentavam desapareceram, em meses.
Mas fui buscar forças e fixei-me, adulto. O adulto que evitava tornar-me nestes anos todos.
E agora choro, mas por saudade. Pela falta que me fazes.
Continuo às turras com a minha saúde, guerra eterna. Cada vez com mais cuidados.
Penso nas miúdas, penso nisto tudo o que me rodeia.
Tomo decisões, ponho-me a mexer que algo tem que mudar.
Não sei onde estarei daqui a 31 556 926 segundos.
A única certeza é a de continuarei a sentir os segundos que passo sem ti.
Continuarei a chorar com saudade e que voltarei a escrever sobre ti.
Um beijo mamã. Saudades…