Por mais que doa

Por mais que doa, a sau­dade será sem­pre memó­ria.
Por mais que receie vol­tar a ser inter­nado, a pos­si­bi­li­dade está bem pre­sente.
Vivo numa luta diá­ria com o meu orga­nismo e não con­sigo fugir aos res­tan­tes pro­ble­mas.
E, no entanto, o sol bri­lha mais do que nunca.
E depois… a rea­li­dade abate-se e vol­ta­mos para den­tro da nossa mura­lha.
Lutar, lutar, lutar… Esse é o motor, a von­tade é poder acor­dar para mais um dia.
Mesmo que seja com a saúde em estado mise­rá­vel. Mesmo que seja com a dor da perda.
Mesmo que seja como a pers­pec­tiva de cons­tan­tes bata­lhas per­di­das.
Por mais que doa, sere­mos sem­pre nós a infli­gir a dor a nós próprios.

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