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	<title>Ricardo Vercesi Picoto</title>
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	<description>Expiações e outras Deambulações</description>
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		<title>Update</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 15:54:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma actualização — sobre o livro, claro está. Terminei o 18º capítulo. Estou entusiasmado e cheio de vontade de continuar. Já passei os 60000 caracteres e, apesar de ter uma ideia bastante definida do destino dos personagens, não sei ainda que voltas isto vai dar. Tenho-me deparado com alguns obstáculos, nomeadamente a escrita na primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma actualização — sobre o livro, claro está.</p>
<p>Terminei o 18º capítulo. Estou entusiasmado e cheio de vontade de continuar. Já passei os 60000 caracteres e, apesar de ter uma ideia bastante definida do destino dos personagens, não sei ainda que voltas isto vai dar.</p>
<p>Tenho-me deparado com alguns obstáculos, nomeadamente a escrita na primeira ou terceira pessoa — estou a converter alguns capítulos de um para outro modelo para ver as diferenças, alterações e flexibilidade que cada um permite.</p>
<p>Também verifico que, apesar de ter o Story Mill e de ter diagramas e mind maps criados, a determinada altura começa a ser difícil manter perspectiva de todas as linhas de acção em simultâneo. Não é pêra doce.</p>
<p>Enfim, muito trabalho pela frente, mas penso que com apenas 1 mês de trabalho, já fiz muito. Determinei que o meu deadline deverá ser Agosto. A ver se o cumpro.</p>
<p>Até breve…</p>
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		<title>Hiato</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 22:48:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sei que não tenho escrito com a frequência habitual mas existe uma simples (e boa) razão. Finalmente dispus-me a criar a disciplina e ritmo necessários para (tentar) escrever o meu 1º romance. Posso adiantar que é uma história com recortes de aventura, fantástico e um pouco de ficção científica e que o nome de código [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que não tenho escrito com a frequência habitual mas existe uma simples (e boa) razão. Finalmente dispus-me a criar a disciplina e ritmo necessários para (tentar) escrever o meu 1º romance. Posso adiantar que é uma história com recortes de aventura, fantástico e um pouco de ficção científica e que o nome de código ou título provisório, se quiserem, é “A Lua de Mariana”. E quem conhecer os meus escritos irá perceber porquê.</p>
<p>Seja como for, graças a uma ferramenta que encontrei online — <a href="https://www.marinersoftware.com/products/storymill/">StoryMill</a> — e a um caro amigo que tem puxado por mim — <a href="http://www.estudioraposa.com/">Estúdio Raposa</a> — tenho reservado pelo menos meia hora / uma hora por dia para pesquisa e escrita. E posso dizer que está a avançar a bom ritmo, ainda que esteja mesmo no início.</p>
<p>Assim, vou dando notícias mas não irei escrever com a mesma regularidade. Fiquem bem…</p>
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		<title>Da fé…</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 23:10:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Novas Confissões]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre me considerei uma pessoa de fé. Não um religioso. Fé mesmo. Fé nos Homens. Fé no Universo. Fé. Apenas, fé. Mas, essa fé. A mesma fé que me tem sustentado e que me dá alento. Que me alimenta a alma e o espírito inquisitivo. Essa mesma fé, tem-me desiludido. Eu sei que não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre me considerei uma pessoa de fé. Não um religioso. Fé mesmo. Fé nos Homens. Fé no Universo. Fé. Apenas, fé. Mas, essa fé. A mesma fé que me tem sustentado e que me dá alento. Que me alimenta a alma e o espírito inquisitivo. Essa mesma fé, tem-me desiludido. Eu sei que não é suposto (des)iludirmo-nos pela fé, mas penso que foi isso mesmo que me aconteceu. Tive fé que as coisas se resolveriam. Tive fé que iria ser passageiro. Tive fé que as peças se encaixariam. Tive fé que os clientes aparecessem a rodos. Tive fé que os que apareceram pagasse, a tempo e horas. Tive demasiada fé, em demasiadas coisas e em demasiadas pessoas. E esqueci-me do mais importante. Tempos são os nossos em que precisamos em algo a que nos agarrarmos. E eu agarrei-me a ilusões. E esqueci-me que, sem dinheiro vivo na mão, nada avança neste país. Agora estou à beira da miséria. Não no sentido a que habitualmente atribuimos a miséria, mas ainda assim miséria. A minha miséria pessoal. Considero-me hoje uma pessoa rica de espírito, de conhecimento, de ideias e de vontade de lutar. Mas pobre porque em mais de 6 meses não consegui encontrar um emprego à altura do que necessito para sustentar uma família. A minha. E por isso considero-me pobre. Nesta altura dependo dos trocos do dia-a-dia e há contas que têm que ser deixadas para trás. Umas conseguimos compensar. Outras, nem por isso. E assim, o pouco dinheiro que temos destina-se a alimentar-nos, com prioridade às crianças. E assim, a minha fé nos Homens ficou abalada. A minha fé, ainda que indestrutível, foi abalada das suas fundações. Cabe-me agora, enquanto ser humano, enquanto homem, reconstruir a minha vida e voltar a dar a segurança que a minha família necessita. Que a minha família merece.</p>
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		<title>Aos gajos que mandam e fazem as leis…</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:34:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Numa altura em que o tema de conversa preferido do país e de todas as mesas de refeição é a desgraça a que isto chegou, as trapaças a que o governo nos condenou e às dívidas a que acumulamos numa base diária, olho para a televisão e para o jornais e percebo que afinal não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa altura em que o tema de conversa preferido do país e de todas as mesas de refeição é a desgraça a que isto chegou, as trapaças a que o governo nos condenou e às dívidas a que acumulamos numa base diária, olho para a televisão e para o jornais e percebo que afinal não percebo nada disto. Ora, eu até me considero uma pessoa culta, interessada e com um palmo de testa. Mas a verdade é que metade das coisas que ouço nos noticiários são novidade ou uma confusão danada. E depois vem o facto de me aperceber que, no meio disto tudo, nem mesmo o que aprendi na escola me preparou de forma alguma para o que teria que enfrentar na minha vida adulta. Ora então, senhores legisladores e demais autoridades ligadas ao ramo da educação, aqui fica uma sugestão: criem uma disciplina que ensine os adolescentes nas adversidades (na verdade, na burocracia, mas eu considero a burocracia uma adversidade) e demais vicissitudes da vida adulta. Relativamente às finanças e mecanismos associados; relativamente à segurança social; relativamente ao serviço nacional de saúde. E estes só são aqueles que me lembro assim de cabeça. E porquê? Agora que os recém nascidos são “contribuintes” e precisam do número — querem conceito mais idiota? — e que temos milhentos números que nos identificam (BI, NIF, NISS, Cartão de Eleitor, Carta de Condução, etc…), quando acabamos o Ensino Secundário / Superior e entramos na chamada vida “activa” (porque antes e depois somos parasitas?) deparamo-nos com bancos e a sua lengalenga, finanças, seguros, automóveis, casa, segurança social e demais papeladas e tretas burocráticas sem o mínimo de preparação. E aprendemos com os erros essencialmente. Porque nem mesmo quem nos poderia auxiliar o faz. A velha máxima do funcionalismo público aplica-se ainda. Nada contra os funcionários públicos — já fui um — mas sei que, na maioria dos casos, o seu trabalho é uma seca, feitos por obrigação, em que são poucos os exemplos de quem faça o que faz por gosto. Mas divago. A verdade é que, pelo menos desde a minha geração — não podendo falar pelas anteriores — que a educação que temos — e que somos obrigados a ter — é muito parca em noções do que é a vida civil na idade adulta. E talvez assim não haja no futuro tanta gente endividada ou em incumprimento das suas obrigações sociais. Só porque estariam preparadas de antemão. Pensem lá nisto um bocadinho…</p>
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		<title>Mesmo que o corpo reclame</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 01:14:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[01:02, 28 Janeiro 2012… Mais uma noite em que o sono teimar em não se fazer apresentar. Mais uma noite praticamente em claro. Lá pelas 3 ou 4 da manhã dou por mim a dormir em frente ao teclado e acabo por me ir deitar, apenas para me levantar meia hora mais tarde. São muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>01:02, 28 Janeiro 2012…</p>
<p>Mais uma noite em que o sono teimar em não se fazer apresentar. Mais uma noite praticamente em claro. Lá pelas 3 ou 4 da manhã dou por mim a dormir em frente ao teclado e acabo por me ir deitar, apenas para me levantar meia hora mais tarde. São muitas noites sem dormir e o corpo recente-se. A tensão arterial dá conta de si. Sinto o bater do coração forte no peito. Presto atenção aos sinais mas não há muito que possa fazer. Preocupo-me. Deixo-me levar pelos pensamentos. E mais uma noite se passou em que durmo apenas 2 ou 3 horas, salteadas de diversos acordares em sobressalto. Preocupo-me. Tenho medo. Por mim. Por elas. Porque sei que o tempo urge. Porque cada dia que passa é um dia a menos. A morte nunca me assustou tanto como agora. E passo as noites em branco. Depois adormeço quase ao raiar do dia e acabo por ter que me levantar quando estou a entrar num sono profundo. O corpo reclama. As dores de cabeça são quase uma constante. Presto atenção aos sinais mas não há muito que possa fazer. Preocupo-me, tenho medo e assusto-me com a perspectiva de um futuro que se anuncia negro. Vivemos dias difíceis. Para qualquer lado que olhemos, a desgraça deste país é uma realidade cada vez mais presente. Cada vez mais evidente. Para qualquer lado que olhemos, as soluções parecem-nos distantes, quase impossíveis de alcançar. Também por isso, não durmo. Sem emprego, sem perspectivas sólidas. Com dívidas que se acumulam mês a mês. Preocupo-me. O corpo reclama. Mas as prioridades são outras. E por isso não durmo. E o corpo reclama. Sinto o coração bater. Forte. No peito. Presto atenção aos sinais mas não muito que possa fazer. A não ser preocupar-me, ter medo… Mesmo não conseguindo dormir. Mesmo que o corpo reclame.</p>
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		<title>Bem vindos a 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há algo de estranhamente poético quando se passa a meia noite de uma passagem de ano a escrever um texto no computador para publicar numa qualquer rede social. As miúdas dormem profundamente. Os animais aninham-se nos seus recantos preferidos. Nós, os adultos, fazemos o que seria de esperar num dia qualquer do ano. Tratamos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo de estranhamente poético quando se passa a meia noite de uma passagem de ano a escrever um texto no computador para publicar numa qualquer rede social.</p>
<p>As miúdas dormem profundamente. Os animais aninham-se nos seus recantos preferidos. Nós, os adultos, fazemos o que seria de esperar num dia qualquer do ano. Tratamos da casa, visitamos o Facebook… pois, o Facebook. Já faz parte das nossas vidas, quer queiramos, quer não. E parte da rotina diária. Assim, tal como em qualquer dia do ano de 2011 e possivelmente de 2012, aqui me encontro, com mais um texto (o 1041º desde blog — nem dei pela passagem do 1000º). E que melhor assunto senão o Facebook em si.</p>
<p>Responsável único pela perda de rendimento profissional e escolar de mais de meio mundo, esta rede social em constante mutação — e sempre com muita controversia à mistura — tem vindo a conquistar o ciberespaço. E o nosso tempo livre, mas não só. Sendo assim, reforço a minha mensagem de passagem de ano a todos os que me seguem ou de quem faço parte da lista de “amigos” dizendo apenas: Bem vindos a 2012!</p>
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		<title>A árvore de Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 01:49:32 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha vida está uma confusão. Como a de muitos e muitos portugueses — e não só. A crise generaliza-se. Há quem perca o emprego, quem perca a saúde e não possa pagar pelos cuidados básicos. Há quem se sinta dividido entre uma sociedade que já não tem muito a oferecer e o suicídio. Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha vida está uma confusão. Como a de muitos e muitos portugueses — e não só. A crise generaliza-se. Há quem perca o emprego, quem perca a saúde e não possa pagar pelos cuidados básicos. Há quem se sinta dividido entre uma sociedade que já não tem muito a oferecer e o suicídio. Há quem emigre, há quem caia nas malhas da lei por ser apanhado a roubar para sobreviver. Há histórias deprimentes para todos os gostos. E a minha não é das mais animadoras.</p>
<p>Ainda assim, dia 23 a minha mulher reuniu forças — nunca me canso de ficar espantado com a capacidade dela para estas coisas — e em poucas horas montou a árvore de Natal. Só para que as miúdas tivessem uma para colocar as — poucas — prendas que tinham para abrir. Também à última da hora, uma oferta de Natal inesperada permitiu que comprasse uns miminhos para elas.</p>
<p>Quando cheguei a casa com elas na tarde de 23, o olhar deliciado delas e, com a chegada a meia-noite de 24 para 25, ao desatarem a rasgar papel de embrulho e a olhar em extase para os brinquedos e as luzes, tudo isso faz com que valha a pena passar por mais 364 dias* de constante dor e sofrimento, apenas por saber que há 1 dia por ano elas se sentem completamente maravilhadas. E, mesmo que o Natal não nos diga nada em especial — como é o meu caso, pelo menos sabemos que fazemos algo de bom pelos nossos filhos. E, meus amigos, não há nada melhor no mundo do que saber que os nossos filhos conseguem sorrir verdadeiramente felizes. Nem que seja por uma simples árvore de Natal.</p>
<p> </p>
<pre>*na verdade há mais, ainda bem, mas para esta pequena dissertação...</pre>
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		<title>Do orador aflito…</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 16:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rvercesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Já não há mais nada a dizer, quanto tudo o que se diz são palavras Sem contexto, sem nada por saber… e sem a força com que as lavras Na tua boca, um sorriso que outrora se tornara em grito Hoje , não é mais que um suspiro nunca constrito As dissonâncias atordoam-me a fala, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já não há mais nada a dizer, quanto tudo o que se diz são palavras<br />
Sem contexto, sem nada por saber… e sem a força com que as lavras</p>
<p>Na tua boca, um sorriso que outrora se tornara em grito<br />
Hoje , não é mais que um suspiro nunca constrito</p>
<p>As dissonâncias atordoam-me a fala, o discurso prende-me a língua<br />
E a vontade de gritar torna-se  torna-se míngua</p>
<p>Fica então tudo por dizer, porque tudo o que poderia ter sido dito<br />
Perdeu-se no contexto, na míngua das palavras do orador aflito</p>
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		<title>Do despesismo…</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 21:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rvercesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[É chegada a altura do ano em que me disponho a escrever qualquer coisa sobre a hipocrisia. Habitualmente descrevo a imbecilidade de termos uma atitude estupidamente despesista e depois tentarmos por paninhos quentes com a doação de um saco de arroz ao Banco Alimentar ou uma qualquer acção de solidariedade. Repare-se que não me oponho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É chegada a altura do ano em que me disponho a escrever qualquer coisa sobre a hipocrisia. Habitualmente descrevo a imbecilidade de termos uma atitude estupidamente despesista e depois tentarmos por paninhos quentes com a doação de um saco de arroz ao Banco Alimentar ou uma qualquer acção de solidariedade. Repare-se que não me oponho a essas acções, antes pelo contrário. O que me chateia é não serem feitas ao longo do ano inteiro. Mas sempre o fiz — a dita diatribe sobre a hipocrisia — do ponto de vista de quem pode fazer algo mais por aqueles que não têm ou não podem.</p>
<p>E, de repente, vejo-me no outro lado da barricada. Não me encontro em estado de pobreza ou miséria absoluta. Longe disso. Mas não me encontro propriamente à vontade, como o ano passado, por exemplo. Desde Junho que não tenho um ordenado fixo. E estou a haver trabalhos diversos, de clientes diversos, desde Agosto. Ora, na actual conjuntura, numa família de 5 (mais animais) em que só o meu rendimento é que conta, é um rombo descomunal. Ao ponto de ter contas, prestações, rendas e um pouco de tudo o mais em atraso. E isto leva a que se coloque as coisas em perspectiva. É curioso como as coisas mudam. Há 2 anos, por esta altura adoeci. Estive hospitalizado 4 meses. Perdi a minha mãe para uma doença idiota que aflige a minha mulher. E ai, tudo mudou. As prioridades são outras. Hoje, com a falta de meios materiais cada vez mais acentuada, revejo mais uma vez essas prioridades. É duro, deixem que vos diga. É muito duro sentir que o pouco dinheiro que temos — não tenho direito a subsídio de desemprego — é curto até para comprar comida. Alimentar 3 crianças, vesti-las. Essas são as nossas prioridades. O resto, logo se verá. Rendas, contas — pagas sempre à última e muitas vezes com ajuda de amigos — e as prestações ao banco, tudo tomam uma dimensão perfeitamente diminuta perante a possibilidade de não termos sequer um iogurte, um pacote de leite.</p>
<p>Dito isto, parece-me que, ainda assim, haverá quem esteja em piores condições do que eu. E eu pergunto: como conseguem? Como é que se consegue viver neste país com ordenados diminutos, com pensões irrisórias. Como é que se permite que a um paciente crónico com 80% de incapacidade seja recusada a reforma por uma junta médica, por duas vezes, sem qualquer apoio do estado? E os restantes, que por aí haverão em circunstâncias ainda piores? Depois admiram-se de ver notícias, como a que li hoje num blogue, de uma família inteira — crianças incluídas — que se atiraram da ponte da Arrábida (<a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Ft.co%2F9wMEerZS&amp;h=2AQGZgVAqAQGw_-BH-JFQVVgwOf7IWm28eNk781wppHcY8A" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://t.co/9wMEerZS</a>) desesperados que estavam com a crise deste país…</p>
<p>E, o que me lixa é depois ver anúncios na TV, como o que acabei de ver há minutos — que me perdoe a Rita Salema, que considero uma excelente profissional — em que se anuncia um concurso e que uma suposta concorrente anuncia que remodelará a casa e renovará o guarda roupa e comprará muitos presentes… Numa altura em que o prato do dia nas notícias é a austeridade, os anúncios em que se propaganda o despesismo não caiem muito bem com aqueles — como eu — que não estão lá muito bem de finanças… Pensem nisto.</p>
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		<title>Farpas…</title>
		<link>http://ricardovercesi.com/blog/?p=1027</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 01:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rvercesi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Farpas, Pequenas pontadas de dor que se aprofundam na pele e se entranham.   São assim as farpas que me dominam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Farpas,</p>
<p>Pequenas pontadas de dor que se aprofundam na pele e se entranham.</p>
<p> </p>
<p>São assim as farpas que me dominam.</p>
]]></content:encoded>
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